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Quanto cobrar para fazer um site

FA

Felipe Alves

Estrategista-chefe e CVO da HDP BRASIL

 
Slide 1 do artigo Quanto cobrar para fazer um site, da HDP BRASIL

Neste artigo

Este conteúdo contém links de afiliado. A HDP BRASIL recebe comissão se você contratar por eles, sem custo adicional para você. A recomendação vale porque é a hospedagem que usamos nos projetos, e o texto abaixo também diz o que ela não resolve.

Quanto cobrar para fazer um site depende de três variáveis que
o cliente raramente enxerga: quantas horas o projeto realmente consome, qual
escopo foi combinado por escrito e o que continua acontecendo depois que o
site vai ao ar. Preço montado só na terceira variável esquecida, a de
manutenção, é o que faz um projeto lucrativo virar prejuízo no terceiro
mês.

Este texto é para freelancer e agência pequena que vende site. Ele mostra
como transformar horas e escopo em número, o que perguntar antes de orçar,
onde ficam as receitas recorrentes que sustentam o negócio entre um projeto e
outro, e por que hospedar cada cliente numa conta separada custa mais caro e
entrega menos controle do que concentrar tudo num plano só.

Prefere ouvir?

Este artigo também está em áudio, com o cálculo da hora, a montagem do escopo e a conta da hospedagem recorrente explicados passo a passo. Duração de 13 minutos.

Quanto devo cobrar para fazer um site?

A conta começa pelo custo da sua hora, e quase ninguém calcula essa
hora do jeito certo. Some tudo que o seu negócio gasta por mês para
existir, ou seja, ferramentas, internet, contador, impostos, o pró-labore
que você quer receber e uma reserva para os meses fracos. Divida esse
total pelas horas que você consegue de fato faturar num mês, que nunca são
todas as horas trabalhadas, porque proposta, reunião, cobrança e
aprendizado também consomem tempo e não entram como hora vendida.

Com o valor da hora definido, o orçamento vira uma soma de etapas
estimadas em horas: levantamento e briefing, arquitetura de páginas,
texto, design, montagem, integrações, testes, publicação e treinamento
do cliente. Some tudo e acrescente uma folga para revisão, porque
praticamente todo projeto de site consome revisões que não estavam no
plano.

Esse número é o seu piso. O que fica acima dele é o valor que a
entrega gera para o cliente, e isso varia conforme o porte do negócio e o
que aquele site precisa sustentar. Um site institucional de cinco páginas
e um site com catálogo e integração de estoque consomem horas diferentes,
e cobrar o mesmo pelos dois só faz sentido enquanto você não conhece o
próprio custo.

Diagrama com três círculos ligados representando as horas realmente consumidas pelo projeto, o escopo documentado com limites e a manutenção que ocorre depois da publicação, acompanhado de um alerta sobre orçamentos montados sem a variável de manutenção
As três variáveis que sustentam o preço. Deixar a manutenção de fora é o que derruba a margem já no terceiro mês.

O que precisa estar no escopo para o preço se sustentar?

Boa parte dos prejuízos em projeto de site nasce da ausência de
três definições no contrato: quantas páginas, quantas rodadas de revisão
e quem entrega o conteúdo. Sem o número de páginas, o projeto cresce em
silêncio. Sem o limite de revisões, ele nunca fecha. Sem definir quem
escreve o texto e quem manda as fotos, o cronograma trava esperando
material do cliente e a culpa do atraso acaba sobrando para você.

Vale escrever também o que fica fora. Redação, produção fotográfica,
cadastro de produto, migração de conteúdo antigo, configuração de meio de
pagamento e identidade visual costumam aparecer no meio do caminho como
se estivessem incluídos. Listar cada um como opcional, com valor próprio,
transforma uma discussão desagradável em um aditivo simples.

A data de entrega merece a mesma clareza. Amarre o prazo à entrega do
material pelo cliente e à aprovação de cada etapa, porque prazo de
calendário sem essa condição vira promessa que você não controla. Um
projeto com escopo, revisões e dependências escritas defende o preço
sozinho, sem você precisar renegociar a cada semana.

Blocos empilhados mostrando o custo total mensal dividido pelas horas efetivamente faturáveis, resultando no orçamento base formado por levantamento, arquitetura, redação, projeto visual, montagem, integrações e testes, com margem de segurança
O piso do orçamento vem do custo mensal dividido pelas horas que você consegue faturar, somado a cada etapa prevista no escopo.

Quem pode criar um site?

Não existe exigência de diploma ou de registro em conselho
profissional para criar sites no Brasil. Quem domina as ferramentas pode
vender o serviço, e isso explica a variação enorme de preço no mercado,
já que o mesmo entregável pode vir de um estudante montando um tema
pronto ou de um estúdio com processo, revisão e suporte.

Essa liberdade tem um efeito prático em quem vende: a comparação de
preço fica desonesta quando o cliente coloca lado a lado duas propostas
que descrevem entregáveis diferentes com o mesmo nome. Por isso a
proposta detalhada em etapas costuma competir melhor do que a proposta
com um valor único e uma linha de descrição, mesmo quando o valor final
é mais alto.

Responsabilidade vem junto. Site que coleta dados de visitante gera
obrigações de tratamento desses dados, incluindo aviso de privacidade
publicado. Combinar por escrito quem responde por essa parte evita
discussão desconfortável depois.

Comparação entre uma viga fina que cede sob a carga de um valor único e uma treliça reforçada que representa a proposta dividida em etapas documentadas
Sem exigência de registro profissional, o preço varia muito. A proposta detalhada em etapas é o que sustenta a comparação.

Precisa de CNPJ para criar um site?

Para produzir o site, não. Para receber por ele de forma
regularizada, o CNPJ muda a conversa. Empresa contratante costuma exigir
nota fiscal, e há contratante que sequer abre cadastro de fornecedor
pessoa física. Sem CNPJ, o freelancer fica restrito a clientes que
aceitam pagar sem nota, o que reduz o tamanho dos contratos que ele
consegue disputar.

Existe o regime do microempreendedor individual, com carga simplificada
e emissão de nota, e existem os regimes de empresa comum para quem passa
do limite de faturamento do MEI. A lista de ocupações permitidas ao MEI e
os limites de faturamento mudam com o tempo, então vale confirmar a
situação atual no Portal do Empreendedor e conversar com um contador
antes de decidir o formato, em vez de seguir o que alguém contou num
grupo.

Do ponto de vista comercial, ter CNPJ e emitir nota também facilita
cobrar mensalidade recorrente, que é o assunto dos próximos blocos. Cobrar
manutenção e hospedagem todo mês sem estrutura para emitir nota costuma
travar exatamente nos clientes maiores, que são os que mais valem a
recorrência.

Ilustração de formalização jurídica ligando um nó isolado a uma estrutura de blocos, com os efeitos do registro sobre o perfil do contratante, o cadastro fiscal exigido por corporações e a cobrança de mensalidades recorrentes
Produzir o site dispensa a abertura de empresa. O recebimento regularizado é o que amplia os contratos que você consegue disputar.

Vende site e quer parar de competir só por preço?

O diagnóstico estratégico ajuda a desenhar escopo, entrega continuada e o que fica recorrente depois da publicação, que é onde o preço deixa de ser uma disputa de tabela.

Agendar diagnóstico estratégico

Quanto cobra um freelancer para fazer um site?

Existe uma faixa larguíssima no mercado brasileiro, e ela não tem
tabela pública confiável. O que dá para afirmar com segurança é o que
explica a diferença entre uma proposta e outra: número de páginas,
responsabilidade pelo conteúdo, quantidade de integrações, prazo, se há
garantia de correção depois da entrega e se a manutenção está incluída
por algum período.

Quem vende por hora ganha previsibilidade e perde margem nos projetos
em que fica rápido. Quem vende por projeto fechado ganha margem quando é
eficiente e assume o risco do escopo aberto. Um formato que costuma
funcionar é orçar por projeto fechado, com escopo escrito, e cobrar por
hora o que ficar fora dele, com o valor da hora já no contrato.

Vale registrar um ponto desconfortável. Preço muito abaixo do próprio
custo de hora traz volume e destrói o negócio em silêncio, porque o
freelancer passa a precisar de mais projetos para pagar as mesmas contas
e perde tempo de melhorar o processo. Antes de baixar o preço para fechar,
vale conferir se aquele valor cobre a hora calculada no primeiro
bloco.

Comparação dos modelos de cobrança do profissional independente: venda por hora, venda por projeto fechado e projeto fechado com perímetro estrito somado à cobrança de horas adicionais previstas em contrato
Hora, projeto fechado e o formato misto. O terceiro protege a margem sem deixar o escopo em aberto.

O que continua depois da entrega, e quem paga por isso?

Um site publicado continua consumindo trabalho. Atualização do
sistema e dos plugins, backup verificado, monitoramento de formulário,
ajuste de texto, troca de banner, renovação de certificado, correção do
que quebra depois de uma atualização. Se nada disso está contratado, o
cliente liga assim mesmo, e o freelancer atende de graça para não perder
o relacionamento.

A saída é transformar isso em contrato de manutenção mensal, com
escopo definido, ou seja, o que está incluído, quantos ajustes por mês e
qual o tempo de resposta. Esse contrato faz duas coisas ao mesmo tempo:
transforma um custo invisível em receita e cria previsibilidade de caixa
entre um projeto e outro, que é a maior fragilidade de quem vive de
projeto pontual.

Dentro dessa mensalidade cabe a hospedagem. E é aqui que a estrutura
técnica escolhida muda o resultado financeiro do negócio inteiro, como o
próximo bloco detalha.

Símbolo de ciclo contínuo cercado pelas tarefas que seguem após a publicação, como atualizações do sistema, cópias de segurança verificadas, monitoramento de contatos e renovação de certificados, ao lado da proposta de contrato mensal de manutenção
A lista de tarefas que sobrevive à publicação. Agrupada num contrato mensal, ela vira receita em vez de custo silencioso.

Por que hospedar cada cliente numa conta separada sai mais caro?

O caminho natural de quem começa é pedir para cada cliente
contratar a própria hospedagem, no cartão dele, e passar o acesso. Parece
organizado e tem dois problemas sérios.

O primeiro é operacional. Cada conta tem login próprio, fatura própria
e data de renovação própria. Com dez clientes, são dez painéis, dez
cobranças que podem falhar e dez chances de um site cair porque o cartão
do cliente venceu. Quando o acesso está no nome do cliente, qualquer
ajuste depende de alguém do outro lado achar a senha, e a manutenção que
você vende fica refém disso.

O segundo é financeiro. Com um plano de entrada por cliente, o custo
cresce em linha reta com o número de sites e é repassado integralmente,
então a hospedagem passa por você sem deixar nada. Um plano de agência
inverte isso, porque o custo é único e o limite de sites é alto, o que faz
o custo por site cair a cada cliente novo.

Os números do painel consultado em setembro de 2026 mostram a
diferença. O
Agency Startup,
com limite de 100 sites, custa R$ 149,00 por mês no contrato de 24 meses. Com o desconto aplicado no carrinho, o período fecha em R$ 2.860,80, o que dá R$ 149,00 por mês. Com 20 sites hospedados, cada site sai
por R$ 7,45 por mês. O
Agency Professional,
com limite de 200 sites, custa R$ 199,00 por mês no contrato de 24 meses. Com o desconto aplicado no carrinho, o período fecha em R$ 3.820,80, o que dá R$ 199,00 por mês. Com 40 sites, o custo por site cai para R$ 4,98 por mês. No
limite dos 200 sites, cada um custa R$ 1,00 por mês.

Além do custo, o plano de agência entrega isolamento por site, o que
significa que um site com problema não derruba os outros, e acesso
compartilhado por membro da equipe, com permissão separada, sem passar
senha por WhatsApp. Para quem vende manutenção mensal, esse custo por site
vira uma linha pequena dentro de um valor que já é cobrado do cliente por
outro motivo.

Rede de nós dispersos com pontos de ruptura, indicando falha financeira por cartão vencido, falha operacional por credenciais perdidas e falha de margem por custo repassado integralmente ao provedor
Três falhas nascem da conta pulverizada: cartão que vence, senha que ninguém acha e custo que passa por você sem deixar margem.

A partir de quantos sites o plano de agência compensa?

Aqui vale a honestidade que separa recomendação de propaganda.
Abaixo de um certo volume, o plano avulso é mais barato, e a conta é
simples de fazer.

Com os preços consultados em setembro de 2026, o plano Premium custa
R$ 12,99 por mês no contrato de 24 meses. Com o desconto aplicado no carrinho, o período fecha em R$ 249,41, o que dá R$ 12,99 por mês por
conta. Comparando com os R$ 149,00 mensais do Agency Startup, o ponto de
equilíbrio fica por volta de doze contas separadas. Comparando com os
R$ 199,00 mensais do Agency Professional, o equilíbrio fica por volta de
quinze contas. Abaixo desses volumes, contratar plano individual por
cliente custa menos dinheiro.

O que a conta de custo não captura é o tempo. Doze painéis separados
consomem horas de administração que valem dinheiro pela sua própria
tabela, e criam risco de um site cair por falta de pagamento de terceiro.
Quem tem sete clientes e projeta chegar a quinze em um ano costuma trocar
antes do ponto de equilíbrio, para não migrar tudo de uma vez depois.

Vale dizer o que o plano de agência não resolve. Ele não faz a
manutenção dos sites por você, não atualiza plugin, não escreve o
conteúdo, não garante que um site mal construído carregue rápido e não
substitui um contrato de manutenção assinado com o cliente. Ele reduz
custo por site e centraliza acesso. O trabalho continua sendo seu, e o
preço dele continua precisando ser cobrado.

Um último cuidado contratual. Se a hospedagem está no seu plano, deixe
escrito o que acontece quando o cliente sair, ou seja, prazo para
entrega de backup e arquivos e responsabilidade sobre o domínio, que deve
permanecer registrado no nome do cliente. Cliente que sai com clareza
volta a indicar. Cliente que sai brigando por acesso vira reclamação
pública.

Gráfico de custo por volume de clientes mostrando o cruzamento entre a soma dos planos individuais e o plano corporativo centralizado por volta de doze a quinze contas ativas, com a área de margem acima desse ponto
O ponto de virada aparece por volta de doze a quinze contas ativas. Depois dele, cada site novo custa quase nada.

A hospedagem que usamos nos projetos

Hospedar os sites dos seus clientes em um lugar só

Vale a partir de doze contas ativas. Abaixo disso, plano avulso por cliente sai mais barato.

  • Até 100 sites, com isolamento entre eles
  • 10 caixas de e-mail por site, grátis no primeiro ano
  • Acesso compartilhado, um por cliente
Ver o plano Agency Startupa partir de R$ 149,00 por mês

Preço consultado em setembro de 2026, no contrato de 24 meses. A renovação passa para R$ 249,00 por mês. A Hostinger devolve o valor em até 30 dias.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por um site simples de cinco páginas?

Calcule as horas de briefing, arquitetura, design, montagem, testes e publicação, multiplique pelo valor da sua hora e acrescente folga para revisão. Esse resultado é o piso. O valor final sobe conforme o porte do cliente e o que o site precisa sustentar, e o escopo escrito é o que defende o preço.

Devo cobrar por hora ou por projeto fechado?

Projeto fechado com escopo escrito costuma proteger a margem de quem é eficiente, desde que o contrato limite revisões e liste o que fica de fora. Informar o valor da hora para tudo que ultrapassar o escopo resolve o resto, porque transforma pedido extra em aditivo em vez de discussão.

Posso cobrar hospedagem do cliente todo mês?

Sim, e é a prática mais comum de quem mantém sites de terceiros. O cuidado é deixar claro no contrato o que a mensalidade cobre, quantos ajustes estão incluídos e o que acontece com backup e domínio quando o contrato terminar.

Vale a pena hospedar os sites dos clientes na minha conta?

Compensa a partir de um volume. Com os preços de setembro de 2026, o ponto de equilíbrio contra planos individuais fica por volta de doze sites no Agency Startup e de quinze no Agency Professional. Abaixo disso, o plano avulso por cliente custa menos, embora exija administrar vários painéis.

Preciso abrir empresa para vender sites?

Produzir o site não exige CNPJ, mas emitir nota fiscal exige, e muitos contratantes só fecham com fornecedor que emite. Os limites e as ocupações do MEI mudam ao longo do tempo, então vale confirmar a situação atual no Portal do Empreendedor com um contador antes de escolher o formato.

O que fazer quando o cliente pede alteração fora do escopo?

Responder com o valor da hora já informado no contrato e um prazo, em vez de atender de graça para manter o relacionamento. O padrão de atender pedidos extras sem cobrar treina o cliente a pedir mais e consome as horas que deveriam estar sendo vendidas em outro projeto.

Leia também

Fontes: Portal do Empreendedor, Governo Federal

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