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Por que o seu anúncio não converte: os cinco elos do diagnóstico

FA

Felipe Alves

Estrategista-chefe e CVO da HDP BRASIL

 
Slide de capa da HDP BRASIL com o título Diagnóstico da operação de vendas e a imagem de uma corrente com um elo destacado

Neste artigo

O anúncio não converte porque um elo específico da cadeia
travou: o anúncio, o clique, a página, a oferta ou o atendimento. Trocar de
agência ou de plataforma sem identificar qual desses cinco elos falhou
costuma jogar fora o que já estava funcionando, porque o problema pode
estar em uma etapa isolada, não no conjunto inteiro.

Este artigo ensina a isolar o elo travado usando o que você já consegue
ver no gerenciador de anúncios e no próprio site, sem depender de
ferramenta extra.

Prefere ouvir?

Este artigo também está em áudio, com os cinco elos discutidos um a um. Duração de 24 minutos.

Quais são os cinco elos da conversão?

Uma campanha de anúncio funciona como uma corrente com cinco elos:
o anúncio, que decide se a pessoa para de rolar a tela e presta atenção,
o clique, que leva essa pessoa para fora da plataforma, a página, que
recebe essa visita, a oferta, o que está sendo vendido, por qual preço e
em quais condições, e o atendimento, a etapa humana que fecha a
conversa.

Quando a conversão não acontece, o problema está em um desses cinco
pontos, quase nunca em todos ao mesmo tempo. Diagnosticar qual elo travou
antes de reformular a campanha inteira evita descartar o que já funciona
junto com o que precisa mudar.

Cada elo deixa um rastro diferente nos números do gerenciador de
anúncios e do site. É esse rastro que os próximos tópicos ensinam a
ler.

Vale notar que esses cinco elos não têm o mesmo peso em todo negócio.
Um negócio com ciclo de venda mais longo, por exemplo, tende a sentir
mais o peso do atendimento, porque a decisão passa por várias conversas
antes de fechar. Um negócio de decisão rápida sente mais o peso do
anúncio e da página, porque a venda acontece quase toda dentro da
primeira visita.

Diagrama da cadeia de conversão em cinco elos: anúncio, clique, página, oferta e atendimento
A cadeia inteira. Quando a venda não fecha, o problema mora em apenas um destes pontos.

O problema está no anúncio?

O anúncio é responsável por gerar impressão qualificada e clique.
O sinal de que o problema mora aqui aparece antes mesmo de a pessoa sair
da plataforma: taxa de clique baixa em relação a campanhas anteriores do
mesmo negócio, ou um custo por clique subindo sem mudança de público ou
de orçamento.

Quando isso acontece, geralmente a peça, a imagem, o vídeo ou o texto,
parou de comunicar com clareza quem é o público, qual é o problema
resolvido ou por que vale a pena clicar. Trocar apenas a peça criativa,
mantendo o restante da campanha, costuma ser o primeiro teste antes de
qualquer mudança maior.

Vale comparar o desempenho de criativos diferentes rodando ao mesmo
tempo, dentro da própria campanha. Quando um deles se destaca com clique
consistente e os demais não saem do lugar, o problema estava na peça, não
na estratégia de segmentação.

Outro sinal complementar é o custo por mil impressões subindo sem
explicação aparente, o que costuma indicar que o público está saturado
daquele criativo específico. Renovar a peça, mantendo a mesma proposta e
a mesma segmentação, costuma ser suficiente para recuperar o desempenho
quando o problema realmente está nesse ponto da cadeia.

Primeiro elo, anúncio: sintoma de custo por clique subindo e pergunta de diagnóstico sobre a clareza da peça
Primeiro elo. O sintoma aparece antes mesmo de a pessoa sair da plataforma.

Tenho muito clique e nenhuma venda, o que fazer?

Esse padrão isola o problema para depois do clique. O anúncio está
cumprindo a função dele, atraindo atenção e gerando visita, então a causa
está na página, na oferta ou no atendimento, não no anúncio.

O primeiro ponto a checar é a velocidade e a clareza da página que
recebe esse clique. Uma página lenta, confusa ou sem um caminho óbvio até
a ação, comprar, agendar, chamar no WhatsApp, perde parte de quem chegou
até ali antes mesmo de a pessoa entender a oferta.

Se a página está clara e rápida, e mesmo assim a conversão não
acontece, o próximo suspeito é a oferta: o preço, a condição ou a forma
como o benefício está descrito pode não estar convencendo quem já
demonstrou interesse ao clicar.

Também vale conferir se o clique registrado no gerenciador de
anúncios corresponde a visita real no site. Uma diferença grande entre
os dois números pode indicar problema de carregamento da página em
determinados dispositivos, o que esconde parte do tráfego antes mesmo de
ele aparecer nos relatórios do próprio site.

Segundo elo, clique: sintoma de muito clique e pouca visita real, com pergunta sobre falha técnica no carregamento
Segundo elo. O anúncio cumpriu a função de atrair, e o visitante se perde no caminho.

Não sabe qual elo do seu anúncio está travado?

A reunião de diagnóstico estratégico revisa anúncio, página, oferta e atendimento juntos, para apontar onde a conversão está travando.

Agendar diagnóstico estratégico

O problema é a página ou a oferta?

Público certo e oferta errada é uma combinação comum, e mais
difícil de perceber do que um problema técnico na página. O anúncio
busca a pessoa certa, essa pessoa clica, mas a proposta apresentada não
corresponde ao que ela esperava encontrar.

Um sinal desse padrão é quando a página carrega rápido, tem
informação clara, mas o tempo de permanência é curto e a maior parte das
visitas sai sem rolar além da primeira dobra, a parte visível da tela sem rolar. Isso
costuma indicar que a oferta não bateu com a expectativa criada pelo
anúncio, e não que a página está com problema técnico.

Um anúncio bonito, com peça bem produzida e clique alto, que ainda
assim não vende, geralmente sofre desse descompasso: o criativo prometeu
algo que a página ou a oferta não entregou com a mesma força.

Uma forma simples de testar essa hipótese é perguntar a alguém de
fora do negócio, sem contexto prévio sobre a campanha, o que essa pessoa
entendeu como oferta ao ver o anúncio e, na sequência, a página. Quando a
resposta diverge do que o anúncio prometia, o descompasso está
confirmado.

Terceiro elo, página: sintoma de permanência curta e pergunta sobre o caminho para a ação ser óbvio
Terceiro elo, a página.
Quarto elo, oferta: sintoma de visita qualificada sem conversão e pergunta sobre a proposta condizer com a promessa do anúncio
Quarto elo, a oferta.

Como saber se o problema é o atendimento?

Quando o clique existe, a página converte em lead ou em mensagem,
e mesmo assim a venda não fecha, o elo travado costuma estar depois do
marketing: no atendimento que recebe esse contato.

Vale revisar quanto tempo leva entre o contato chegar e a primeira
resposta, e se existe um roteiro claro para conduzir a conversa até o
fechamento. Um contato que espera horas para ser respondido, ou que
recebe uma resposta genérica sem continuidade, esfria antes de decidir.
Saiba mais em tempo
de resposta ao lead
, que detalha como estruturar essa etapa.

Quinto elo, atendimento: sintoma de lead gerado sem fechamento e pergunta sobre o tempo de primeira resposta
Quinto elo. Um contato que espera horas recebe resposta genérica e procura outra opção.

Como saber se o problema é o preço?

Antes de concluir que o preço está errado, vale confirmar os outros
quatro elos: que o anúncio atrai o público certo, que o clique é
qualificado, que a página comunica bem o valor entregue e que o
atendimento consegue explicar esse valor na conversa.

Quando esses quatro pontos estão bem resolvidos e a objeção de preço
continua aparecendo com frequência na conversa de vendas, o preço, ou a
forma como ele é apresentado, passa a ser o suspeito mais provável.

Um teste direto ajuda a confirmar essa hipótese: perguntar, na etapa
de atendimento, o que fez a pessoa hesitar. A resposta costuma revelar
se o entrave é o valor cobrado ou algum dos elos anteriores da
cadeia.

A variável do preço: confirmar os quatro elos iniciais antes de concluir que o preço está errado
O preço entra depois. Antes dele, confirme os quatro elos.

Quanto tempo esperar antes de mudar tudo?

Trocar campanha, agência ou plataforma antes de isolar o elo
travado tende a repetir o mesmo problema em outro lugar, porque a causa
raiz continua sem diagnóstico.

Em vez de fixar um número de dias igual para qualquer negócio, o
critério mais confiável é o volume de dado disponível: espere reunir
cliques e contatos suficientes para enxergar um padrão, não uma
oscilação pontual, o que varia conforme o volume de tráfego da
campanha.

Enquanto esse volume de dado ainda não chegou, vale evitar decisões
drásticas, como pausar toda a campanha ou trocar de agência, baseadas em
um único dia ou em uma única semana de resultado. Oscilação de curto
prazo é normal em qualquer campanha, e reagir a ela como se fosse
tendência costuma atrapalhar mais do que ajudar.

Um diagnóstico completo da cadeia, do anúncio até o atendimento, é o
que evita o ciclo de trocar de fornecedor a cada poucos meses sem nunca
corrigir o elo que realmente travou.

Comparação entre o ciclo da falsa solução, que troca de agência e de plataforma sem resultado, e a abordagem diagnóstica, que isola o elo travado
Trocar de agência e depois de plataforma sem diagnóstico devolve a empresa ao mesmo lugar.

Perguntas frequentes

Tenho muito clique e nenhuma venda, o que fazer?

Isso costuma indicar que o problema está depois do anúncio: na página, na oferta ou no atendimento. Revise primeiro a velocidade e a clareza da página, e só depois avalie oferta e atendimento.

O problema é o anúncio ou a página?

Depende do sinal. Taxa de clique baixa aponta para o anúncio. Clique alto com pouca conversão aponta para depois dele, geralmente a página ou a oferta.

Público certo e oferta errada, como perceber isso?

O sinal costuma ser tempo de permanência curto e saída rápida logo na primeira dobra da página, mesmo com o público certo clicando. Isso indica que a proposta não bateu com a expectativa criada pelo anúncio.

Por que um anúncio bonito às vezes não vende?

Porque um criativo bem produzido resolve apenas o primeiro elo da cadeia, o clique. Se a página, a oferta ou o atendimento travarem depois, nenhuma peça visual sozinha resolve a conversão.

Como saber se o problema é o preço?

Descartando antes os outros quatro elos: anúncio atraindo o público certo, clique qualificado, página clara e atendimento ágil. Se a objeção de preço persistir mesmo com tudo isso ajustado, o preço, que faz parte da oferta, passa a ser o suspeito mais provável.

Quanto tempo esperar antes de mudar tudo?

O suficiente para reunir dado que mostre um padrão, não uma oscilação pontual. O volume de tráfego da campanha define esse prazo, mais do que um número fixo de dias.

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