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Google Ads ou Meta Ads: qual escolher para o seu negócio

FA

Felipe Alves

Estrategista-chefe e CVO da HDP BRASIL

 
Ilustração da HDP BRASIL para o artigo Google Ads ou Meta Ads: qual escolher para o seu negócio

Neste artigo

Não existe uma resposta única entre Google Ads e Meta Ads. A
escolha depende de quatro variáveis do próprio negócio: se já existe gente
buscando o seu serviço pelo nome, qual é o ticket médio da venda, se o ciclo
de decisão do cliente é curto ou longo e se já existe um histórico de
conversão rastreado. Google Ads captura uma demanda que já existe. Meta Ads
cria demanda para quem ainda nem sabe que precisa do que você vende.

Este artigo mostra como aplicar essa árvore de decisão ao seu caso,
compara o formato de anúncio de cada plataforma para diferentes tipos de
negócio e explica quando faz sentido rodar as duas ao mesmo tempo, e em que
ordem.

Qual é a diferença entre Google Ads e Meta Ads?

A campanha de Pesquisa do Google Ads exibe anúncio para quem já
digitou uma busca. É esse formato que este artigo compara com o Meta Ads,
porque é ele que captura demanda declarada. O Google Ads também tem
campanhas de Display, Vídeo, Shopping e Performance Max, que funcionam
por descoberta, mais próximas da lógica do feed.

O Meta Ads, que reúne Facebook, Instagram, Messenger, Threads e a
Audience Network, exibe anúncio dentro do
feed, para quem está navegando, sem ter digitado nenhuma busca sobre
aquele assunto. A segmentação usa interesse, comportamento e semelhança
com quem já comprou. Por isso a plataforma funciona bem para apresentar
um produto ou serviço a quem ainda não sabia que precisava dele.

Essa diferença de origem, busca ativa de um lado e descoberta no feed
do outro, é o ponto de partida de qualquer decisão entre as duas
plataformas. As quatro perguntas a seguir ajudam a aplicar essa lógica ao
seu negócio.

Pensar nas duas plataformas como etapas de uma mesma jornada, e não
como concorrentes, ajuda a decidir por onde começar. Quem já sabe o que
precisa e está prestes a comprar tende a estar no Google. Quem ainda
está formando a opinião sobre o que precisa tende a estar no feed do
Instagram ou do Facebook, consumindo outro tipo de conteúdo enquanto
decide.

Existe demanda pelo seu serviço sendo buscada agora?

Esta é a primeira pergunta da árvore de decisão. Se um cliente em
potencial, ao perceber o problema, abre o Google e digita o nome do seu
serviço, um advogado trabalhista, uma clínica de estética, um conserto de
ar-condicionado, existe demanda ativa para capturar. Google Ads tende a
ser o primeiro investimento, porque cada clique já carrega uma intenção
declarada.

Se o seu produto ou serviço é novo, pouco conhecido pelo nome ou
depende de despertar um desejo que a pessoa ainda não verbalizou, um
curso inédito, uma linha de produto recém-lançada, um conceito que o
mercado ainda não nomeia, a busca tende a ser rara. Nesse caso, Meta Ads
costuma render mais no início, porque a plataforma alcança quem se
encaixa no perfil do cliente ideal antes mesmo de a pessoa procurar.

Vale um teste simples antes de decidir: pesquise, você mesmo, os
termos que um cliente usaria para descrever o problema que o seu negócio
resolve. Se aparecem resultados relevantes de concorrentes diretos, a
demanda já existe e está sendo disputada em Google Ads.

Qual é o ticket médio e o ciclo de decisão do seu negócio?

O ticket médio, o valor médio de cada venda, influencia quanto
tempo a pessoa está disposta a pesquisar antes de decidir, e isso muda a
plataforma mais eficiente para o primeiro contato.

Produtos e serviços de ticket baixo, com decisão rápida, tendem a
converter bem em Meta Ads, porque o cliente consegue decidir no próprio
feed, sem sair para comparar opções. Serviços de ticket alto, como uma
cirurgia eletiva, uma reforma completa ou uma consultoria jurídica,
costumam envolver um ciclo de decisão mais longo, com pesquisa,
comparação e, muitas vezes, mais de uma pessoa envolvida na escolha.

Quanto mais longo o ciclo de decisão, mais a estratégia se beneficia
de aparecer em Google Ads no momento em que a pessoa volta a pesquisar
depois do primeiro contato, e de usar Meta Ads para manter a marca
presente ao longo dessa pesquisa, com conteúdo e remarketing, em vez de
esperar a venda no primeiro clique.

Ainda em dúvida entre Google Ads e Meta Ads?

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Você já tem histórico de conversão rastreado?

A quarta variável decide quão rápido cada plataforma aprende a
entregar o anúncio para quem tem mais chance de comprar. Google Ads e
Meta Ads usam algoritmos de otimização que precisam de dado de conversão,
venda, agendamento, cadastro, para ajustar a entrega automaticamente.

Um negócio que já rastreia conversão há algum tempo, com o pixel do
Meta instalado e a tag de conversão do Google configurada, entrega dado
de qualidade para as duas plataformas desde o primeiro dia de campanha.
Um negócio que nunca mediu isso antes começa sem esse histórico, e o
algoritmo leva mais tempo para aprender qual anúncio realmente gera
resultado, independentemente da plataforma escolhida.

Por isso, antes de escolher entre Google Ads e Meta Ads, vale
confirmar se o rastreamento de conversão já está funcionando
corretamente no site ou no WhatsApp. Sem esse dado, qualquer uma das duas
plataformas otimiza de forma mais lenta.

Qual funciona melhor para clínica, escritório de advocacia e loja virtual?

Uma clínica costuma reunir demanda buscada, paciente que pesquisa a
especialidade e a cidade, com ticket médio a alto e ciclo de decisão que
varia por procedimento. Google Ads tende a capturar quem já decidiu
procurar atendimento, enquanto Meta Ads ajuda a apresentar a clínica e a
construir confiança para quem ainda está considerando o procedimento.

Um escritório de advocacia trabalha com uma demanda mais concentrada
em busca: a pessoa raramente descobre que precisa de um advogado
navegando no feed, ela procura porque já tem um problema jurídico. Google
Ads costuma ser a prioridade nesse caso, com Meta Ads reservado para
construir autoridade e reconhecimento de marca ao longo do tempo.

Uma loja virtual depende do tipo de produto. Um produto de nicho, com
busca já estabelecida, uma peça de reposição, um item de necessidade,
tende a performar em Google Ads. Um produto de desejo, decisão por
impulso ou lançamento novo, tende a performar melhor em Meta Ads, pela
força visual do feed.

Em qualquer um dos três casos, o erro mais comum é escolher a
plataforma pela preferência pessoal de quem decide, e não pelo
comportamento real de quem compra. Observar onde o cliente atual da
empresa efetivamente pesquisou antes de comprar, quando essa informação
existe, costuma pesar mais do que qualquer preferência subjetiva sobre
qual plataforma parece mais moderna ou mais fácil de operar.

Dá para começar pelos dois ao mesmo tempo, e em que ordem rodar?

Dá, mas rodar as duas plataformas ao mesmo tempo sem organizar a
ordem tende a diluir o orçamento e dificultar a leitura do que está
funcionando.

Quando existe demanda buscada e histórico de conversão, o caminho
costuma ser Google Ads primeiro, capturando quem já está pronto para
comprar, com Meta Ads entrando depois para ampliar o alcance e alimentar
o público de remarketing. Quando a demanda ainda precisa ser criada, com
produto novo ou pouco buscado, o caminho tende a se inverter: Meta Ads
primeiro para gerar reconhecimento e tráfego qualificado, com Google Ads
entrando quando essa audiência passa a buscar ativamente pela marca ou
pelo produto.

Rodar as duas juntas, de forma madura, costuma significar que Google
Ads capta a intenção declarada enquanto Meta Ads sustenta o
reconhecimento de marca e o remarketing de quem já teve contato com o
negócio em algum outro canal. Um diagnóstico da situação atual do negócio
é o que define qual dessas ordens faz mais sentido para começar.

Uma forma prática de testar essa decisão sem comprometer todo o
orçamento de uma vez é reservar uma fatia menor para a plataforma
secundária durante o primeiro ciclo de campanha, e redistribuir o
investimento conforme os dados de cada uma comprovam qual está trazendo
o resultado mais barato para aquele negócio específico.

O que muda no orçamento e no criativo de cada plataforma?

Orçamento: Google Ads costuma exigir orçamento vinculado ao volume
de busca da palavra-chave; quando a busca existe, mesmo um orçamento
inicial modesto já entrega alguns cliques qualificados por dia. Meta Ads
costuma pedir volume mínimo de veiculação para o algoritmo aprender a
otimizar o público, porque a plataforma precisa testar variações de
público e criativo antes de estabilizar o resultado.

Criativo: no Google Ads, o texto do anúncio de busca precisa responder
diretamente à palavra que a pessoa digitou, com clareza sobre o serviço
oferecido. No Meta Ads, o criativo, imagem, vídeo ou carrossel, precisa
parar o scroll de alguém que não estava procurando aquilo, o que exige
uma abordagem mais visual e menos dependente de texto.

Essa diferença de formato é o motivo pelo qual uma campanha
bem-sucedida em uma plataforma raramente funciona só copiando o mesmo
material para a outra. Cada uma pede um material pensado para o contexto
em que o anúncio aparece.

Vale também considerar o tempo de aprendizado de cada plataforma
antes de julgar o resultado. Uma campanha recém-criada em qualquer uma
das duas passa por um período inicial de ajuste, no qual o algoritmo
ainda está testando público e formato. Avaliar o resultado antes desse
período se estabilizar costuma levar a uma conclusão precipitada sobre
qual plataforma funciona melhor para aquele negócio.

Perguntas frequentes

Google Ads ou Meta Ads, qual é melhor para a minha empresa?

Depende de quatro fatores: se existe demanda buscada pelo nome do serviço, o ticket médio da venda, o ciclo de decisão do cliente e se já existe histórico de conversão rastreado. Google Ads tende a capturar demanda existente, enquanto Meta Ads tende a criar demanda para quem ainda não procurou.

Qual funciona melhor para clínica, escritório de advocacia e e-commerce?

Clínicas costumam combinar as duas, com Google Ads capturando quem já procura a especialidade. Escritórios de advocacia tendem a priorizar Google Ads, porque a busca já existe quando o problema jurídico aparece. Lojas virtuais variam conforme o produto: itens de busca estabelecida performam melhor em Google Ads, e itens de descoberta e desejo performam melhor em Meta Ads.

Dá para começar pelos dois ao mesmo tempo?

Dá, mas funciona melhor com uma ordem definida. Quando já existe demanda buscada, Google Ads costuma entrar primeiro. Quando a demanda ainda precisa ser criada, Meta Ads costuma abrir caminho antes.

Qual exige menos verba para começar?

Não existe um valor fixo, porque depende do volume de busca da palavra-chave e do tamanho do público de interesse. Em geral, o Google Ads pode começar a entregar clique qualificado com um orçamento diário modesto quando a busca já existe, enquanto o Meta Ads costuma precisar de mais veiculação para o algoritmo estabilizar a entrega.

Qual dá resultado mais rápido?

Quando existe demanda buscada e histórico de conversão, o Google Ads costuma sinalizar resultado mais rápido, porque captura uma intenção já declarada. O Meta Ads tende a levar mais tempo para amadurecer, porque precisa testar público e criativo antes de estabilizar.

Preciso de site para anunciar no Google Ads?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. O Google permite rodar campanha inteligente usando o Perfil da Empresa como página de destino, o que atende quem ainda não tem site. Uma página própria, no entanto, facilita o rastreamento de conversão e costuma converter melhor do que um perfil genérico.

Leia também

Fontes: Google Ads Ajuda, Sobre as campanhas inteligentes

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