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Quanto custa contratar SEO e o que muda em cada faixa

FA

Felipe Alves

Estrategista-chefe e CVO da HDP BRASIL

 

Neste artigo

Quanto custa contratar SEO varia tanto entre propostas que
comparar só o valor final engana. O que importa auditar é o que aquele
valor inclui: duas propostas parecidas em preço podem cobrir escopos bem
diferentes, uma sustenta auditoria, correção técnica, produção de conteúdo
e link building todo mês, a outra entrega um pacote fechado de página e
some depois disso.

Este texto não publica faixa de preço, porque a HDP não divulga valor
nem fee, mas descreve o escopo que costuma entrar em cada nível de
contrato de SEO, para o empresário conseguir auditar uma proposta que já
recebeu. Também explica por que preço muito baixo costuma significar
conteúdo em escala sem revisão, e por que amarrar o pagamento à posição no
Google é arriscado para os dois lados.

Prefere ouvir?

Este artigo também está em áudio, com as frentes de trabalho de um contrato de SEO e os sinais de alerta de uma proposta explicados passo a passo. Duração de 21 minutos.

Quanto custa o serviço de SEO?

O custo do SEO reflete a capacidade de execução continuada ao longo
do tempo. Contrato que cobra por página avulsa costuma deixar de fora a
manutenção que sustenta o resultado depois da entrega: revisão técnica
recorrente, atualização de conteúdo antigo e acompanhamento do que muda
nas diretrizes do Google.

Dá para agrupar o que costuma compor esse trabalho em cinco frentes:
auditoria técnica; correção do que a auditoria encontrar; produção de
conteúdo; construção de link, que é o trabalho de conseguir menção e link
de outros sites apontando para o domínio; e relatório de acompanhamento.
Uma proposta que cobre menos dessas frentes tende a custar menos, e
também entrega menos capacidade de sustentar o resultado no médio
prazo.

Vale usar essa lista para auditar qualquer proposta recebida: quais
dessas cinco frentes estão incluídas, com que frequência, e o que fica de
fora.

Uma proposta que só menciona quantidade de página por mês, sem dizer
nada sobre correção técnica, sobre link ou sobre a frequência do
relatório, está descrevendo uma fração do trabalho como se fosse o
trabalho inteiro. Pedir esse detalhamento por escrito, antes de assinar,
custa uma pergunta e evita uma surpresa alguns meses depois.

Comparação entre execução de uma frente por vez e execução de várias frentes em paralelo, e o efeito no prazo
Duas propostas com o mesmo preço podem sustentar volumes de trabalho bem diferentes.

Quanto custa um profissional de SEO?

O custo muda conforme quem executa o trabalho tem estrutura para
sustentar as cinco frentes descritas acima sozinho, ou se apoia numa
equipe. Um profissional autônomo, atuando sozinho, normalmente concentra
o trabalho numa ou duas frentes por vez, o que pode ser suficiente para
um site pequeno, mas limita quanto o projeto avança em paralelo.

Uma equipe ou agência estruturada divide essas frentes entre pessoas
diferentes, o que costuma acelerar a execução, mas também eleva a
estrutura de custo por trás da proposta. Nenhum dos dois formatos é
automaticamente melhor. O que muda é a capacidade de execução simultânea
que cada um sustenta.

Comparar duas propostas por esse ângulo, quantas frentes cada uma
consegue tocar ao mesmo tempo, costuma revelar mais do que comparar só o
valor final.

Vale perguntar diretamente quem vai executar cada frente do trabalho, e
não só quem assina a proposta. Em algumas estruturas, quem vende o
contrato não é quem produz o conteúdo nem quem corrige o site, e essa
distância pode custar tempo de alinhamento no meio do projeto.

O que costuma entrar em cada faixa de escopo de um contrato de SEO?

Um jeito prático de ler uma proposta de SEO é separar o escopo em
três faixas de capacidade de execução, sem olhar para o preço
primeiro.

  • Faixa de manutenção: cobre auditoria técnica
    inicial, correção dos erros encontrados e relatório periódico. Não
    costuma incluir produção regular de conteúdo novo nem link building
    ativo.
  • Faixa de crescimento: soma à manutenção a produção
    de conteúdo com frequência definida, respondendo à pergunta real de quem
    busca, além de acompanhamento mais próximo dos relatórios.
  • Faixa de expansão: soma à faixa de crescimento a
    construção de link de forma ativa e planejada, e costuma incluir revisão
    de conteúdo antigo, não só produção de página nova.

Essa divisão em três faixas é uma leitura da casa, sem correspondência
a um padrão adotado pelo mercado. Ela serve para organizar o que qualquer
proposta deveria deixar claro: o que está incluído, com que frequência, e
o que fica fora do escopo contratado.

Uma dúvida comum é achar que a faixa mais completa é sempre a certa.
Não é. Um site pequeno, com poucos concorrentes fortes disputando o mesmo
termo, pode não precisar de link building ativo por enquanto, e pagar por
essa frente antes da hora só desloca orçamento de outra parte do
negócio.

Escopo de manutenção: auditoria, correção técnica e relatórios básicos ativos, sem produção de conteúdo nem construção de links
No escopo de manutenção, o contrato resolve o que trava a leitura do site.
Escopo de expansão: manutenção, produção de conteúdo, construção de links e revisão do acervo publicado
No escopo de expansão entra também a revisão do que já foi publicado.

Recebeu uma proposta de SEO e quer saber se o escopo fecha?

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SEO vale a pena?

Vale, quando o contrato sustenta, mês a mês, as frentes que
produzem resultado: auditoria, correção, conteúdo e, quando fizer
sentido, link building. O que decide essa conta é a duração contratada
comparada ao escopo contratado, porque o retorno leva meses para
amadurecer. O que dá para acompanhar durante esse período, e a partir de
quando dá para desconfiar, está detalhado no artigo
Quanto
tempo o SEO demora para dar resultado
.

SEO deixa de valer a pena quando o contrato é curto demais para essas
frentes amadurecerem, ou quando a proposta cobre só uma fração do
trabalho necessário e a empresa espera o resultado de um escopo
completo.

Por que uma proposta de SEO com preço muito baixo costuma ser arriscada?

Produção de conteúdo tem custo de tempo: pesquisar o assunto,
responder à pergunta real de quem busca, revisar antes de publicar. Um
preço muito abaixo do que as outras propostas cobram para o mesmo escopo
geralmente significa que alguma dessas etapas foi cortada.

O corte mais comum é a revisão. Conteúdo produzido em escala, sem
revisão humana cuidadosa, tende a ser mais raso, menos alinhado à
intenção de quem busca e mais parecido com o de outros sites que fizeram
a mesma economia. A própria documentação do Google sobre criação de
conteúdo útil orienta a criar conteúdo pensado para pessoas, em vez de
conteúdo feito para subir na classificação. Na mesma página, o Google
afirma que seus sistemas automatizados de classificação foram criados
para priorizar informações úteis e confiáveis, com o objetivo de
beneficiar as pessoas.

Preço baixo sozinho não prova má-fé, mas pede a mesma pergunta de
qualquer proposta: quais das cinco frentes esse valor sustenta, e com que
frequência. Se a resposta for vaga, vale desconfiar antes de
assinar.

Fluxo ideal de produção de conteúdo com revisão humana contra o fluxo de baixo custo que pula essa etapa
O corte que barateia a proposta quase sempre é a revisão humana.

Por que success fee amarrado a posição é arriscado para os dois lados?

Contrato que só cobra quando o site chega numa posição específica
parece reduzir o risco de quem contrata, mas embute um problema: posição
no Google não é algo que uma agência controla sozinha. Ela depende de
fatores fora do controle de qualquer contrato, como o que os
concorrentes fazem ao mesmo tempo e mudança no próprio algoritmo do
Google.

Para quem presta o serviço, esse modelo cria incentivo para buscar o
termo mais fácil de ranquear, e não necessariamente o termo que mais gera
venda para o negócio. Um termo pouco disputado e pouco relevante para o
cliente pode alcançar a posição combinada rápido, sem entregar tráfego
que realmente converte.

Para quem contrata, o risco é pagar por uma posição que não sustenta o
negócio, ou esperar meses sem entrega mensurável enquanto a posição não
chega, sem visibilidade do que foi feito nesse período. Um contrato com
entrega mensal auditável, mesmo sem garantia de posição, costuma proteger
melhor os dois lados do que uma promessa amarrada a um número de
ranking.

Gráfico do incentivo criado pela remuneração por êxito, com o prestador concentrado em termos fáceis e de pouco valor comercial
Pagar por posição empurra o trabalho para os termos mais fáceis, não para os que vendem.

Quanto custa otimizar um site?

Otimizar um site, no sentido técnico, correção de velocidade,
estrutura e rastreamento, é uma parte do trabalho de SEO. Uma proposta
que cobra só por essa correção técnica pontual
tende a custar menos do que uma proposta de SEO completa, porque cobre
uma fração menor do escopo.

O ponto de atenção é que correção técnica isolada, sem produção de
conteúdo nem acompanhamento depois, resolve o que impedia o site de
competir, mas não sustenta crescimento de tráfego sozinha. Vale entender
se o objetivo é resolver um problema técnico pontual ou sustentar
crescimento contínuo, porque são contratações diferentes, com escopo e
expectativa de resultado diferentes.

Motor representando a estrutura do site, com conteúdo e autoridade entrando como combustível contínuo
Ajuste técnico tem começo e fim. Crescimento orgânico depende de alimentação contínua.

Perguntas frequentes

Quanto custa um SEO do Google?

SEO é um serviço prestado por profissional ou agência independente, nunca vendido pelo próprio Google. O Google não cobra pela posição orgânica, e qualquer oferta que prometa pagamento ao Google para melhorar posição não é SEO.

Quanto cobra um SEO?

O valor cobrado varia conforme quantas das frentes de SEO, auditoria, correção, conteúdo, link building e relatório, o contrato sustenta e com que frequência. A HDP não divulga fee nem tabela de preço publicamente, mas qualquer proposta recebida pode ser auditada por esse mesmo critério de escopo.

Quanto cobrar pelo SEO?

Para quem presta o serviço, o valor costuma refletir quantas frentes o contrato sustenta e a frequência de entrega ao longo do tempo. Aplicar essa lógica de escopo, em vez de só olhar concorrência de preço, ajuda a precificar um serviço que sustente entrega contínua.

Quanto cobra um profissional de SEO?

Varia conforme o profissional atua sozinho ou dentro de uma equipe, e quantas frentes do trabalho, auditoria, correção, conteúdo, link building, consegue sustentar sozinho ao mesmo tempo. Não existe uma tabela pública de mercado para esse valor.

Quanto custa o marketing para negócio local?

SEO é uma parte do marketing para negócio local. O custo total de marketing local costuma incluir também perfil da empresa no Google, site e gestão de avaliação, temas tratados com mais profundidade no artigo como atrair clientes para o negócio local.

SEO vale a pena?

Vale, quando o contrato sustenta com constância as frentes que produzem resultado, porque o retorno do SEO amadurece ao longo de meses. Deixa de valer quando o escopo contratado é menor do que o resultado esperado.

Leia também

Fontes: Google Search Central, Como criar conteúdo útil, confiável e que prioriza as pessoas

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